segunda-feira, 26 de julho de 2010

Dilema interno...

É muito fácil para os apaixonados descreverem o que sentem. Suas emoções mais puras e belas expressas pelo mar de letras que compõem a melodia das palavras que descrevem o amor, porém todos têm medo, incertezas e diferenças, essas que constroem o começo do fim. No final, aquele amante não sabe descrever a confusão, a guerra que existe entre mente e coração.
Seu amor ainda é tanto, carrega as sensações puras originais, mas, com elas, também carrega cicatrizes, marcas que demonstram que a mente estava com a razão, então o apaixonado sente medo, de magoar seu amor pela sua intenção de deixá-lo, de vê-lo sofrer, pois seu emocional não suportaria, retiraria tudo o que disse e o abraçaria, ignorando o fato de estar abraçando a própria cegueira. A mente se mantém firme, ela sabe que o tempo está ao seu lado, apoiando-a, porque mesmo sem querer admitir, ela sofre tanto quando o coração, não por ter que lidar com o sofrimento, mas sim porque, mesmo sabendo que está com a razão, a coisa que ela mais deseja é alguém que prove que ela está errada. A mente espera impaciente por isso, mesmo sabendo que tal revelação não ocorrerá... E ainda deve ver o emocional lhe suplicando pela cegueira, lhe pedindo com todas as forças que ela pare de mostrar a verdade, mas ela insiste e se mantém, como uma montanha se mantém contra o vento.
O apaixonado agora, não entende mais o que é a melodia, as palavras que antes expressavam algo tão belo, se perdem na lembrança e na confusão de suas letras. Durante esse tempo, ele deixa de saber ler, escrever e escutar a melodia, pois tudo isso agora se tornou um enigma, que representa a beleza do passado, que agora ele não consegue mais compreender.

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